THOUSANDS OF FREE BLOGGER TEMPLATES »

Feelings (ou algo do género)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Natal

Ao ritmo a que eu tenho posto coisas novas neste blogue o mais certo é não por nada até ao Natal, por isso aproveito a ocasião para desejar a todos um FELIZ NATAL!!!!


Sabem porque é que as árvores de Natal têm um anjinho em cima? É uma longa historia ... Na véspera de um destes Natais, o Pai Natal estava muito aflito porque ainda não tinha embrulhado as prendas todas, tinha uma rena coxa e outra constipada. Desesperado foi beber um copo, chega à adega e não havia nada. Voltou à cozinha para comer alguma coisa e os ratos tinham comido tudo. Para alegrar-lhe a vida, a mulher avisou-o que a sogra ia passar o Natal com eles. No meio do desespero, tocam-lhe à porta. Com a pressa de abrir a porta, tropeça e amassa a cara toda, começando a sangrar. Abre a porta neste lindo estado e aparece-lhe um anjinho dizendo com uma voz angelical: - Olá Pai Natal! Boas Festas! Venho visitar-te nesta quadra tão feliz, cheia de paz e amor. Trago-te aqui esta árvore de natal. Onde é que queres que a meta?

Debaixo de uma árvore de natal, toda iluminada, diz um cão ao outro:
- “Finalmente, puseram luz no wc !”


E um conselho para quem quer fazer dieta:
O que engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que comemos entre o Ano Novo e o Natal...
Bom Natal divirtam-se e até breve.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Atrás de ti uma porta aberta para as horas que se esquecem
Um sonho que se transforma em pesadelo
O medo a ausência – este silêncio pesado…

Um rio parado no tempo
A saudade dos teus gestos do teu riso -
De ti… do que fomos e não seremos
O medo da solidão…

Uma barreira que se ergue
Silêncios quebrados por ecos de memórias
Passos ao acaso pelas ruas desta cidade…

Por onde andas agora?
Porque continuo preso a ti à tua imagem?
Àquilo que dizias e fazias?

Um barco vazio num cais deserto…
A vontade de partir ao teu encontro
O nada que me enche os dias
E nada mais…

sem titúlo e incompleto


Se existisse esse lugar ideal
onde todos os sonhos existem ainda
onde o tempo não corre
Se existisse ainda esse lugar de magias
abria nele o meu tesouro
guardava o amor e as paixões de uma vida

Palavras escritas com letras de sangue
Uma chuva de luz e ouro
Certezas que se esfumam no ar da manhã

Olhas-me, como se fosse a primeira vez
- ou a última – não sei bem
Correm lágrimas no teu rosto –
e no meu também
Amanhece…
E é hora do adeus…

Palavras escritas com lágrimas
Uma chuva fria

Uma casa desenhada na bruma
E que se esboroa na luz da manhã…

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Paraíso




Uma porta que abre para um sonho
Onde se erguem espirais de som e luzes
E rostos que o tempo apagou

Um lugar onde o tempo deixou de correr
Onde todos se encontram
E as ausências são esquecidas

É nesse lugar que espero encontrar-te
À sombra dos dias que passaram
Sonhando os sonhos que o tempo não matou
Esperando por mim…

Paraíso...
Ou o que lhe queiram chamar

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Non Sense

Um sinal qualquer. Um raio de sol ou uma estrela cadente.
Um passo mais e estou à beira do fim de tudo
onde tudo começa e onde tudo acaba
e onde todos os sonhos e esperanças se reúnem…

Um suspiro percorre as ruas como vento
Anunciando a tempestade…

Caminho pelas ruas desta cidade estranha.
Vou ao acaso, sem destino e sem rumo
um gesto chama-me a atenção – uma palavra
ou um riso – uma canção.
Ou então um silêncio pesado – carregado de dor
de palavras que não são ditas de ameaças veladas
de violência – de indiferença…

Uma lágrima cai silenciosa pela tua face cansada.
Anunciando o fim.

Houve um tempo em que acreditei no poder do amor
e me entreguei ao teu abraço que me confortava…
Houve um tempo em que acreditei na força dos sonhos
e vivi à espera de os ver cumprirem-se
Houve um tempo em que acreditei na magia das palavras
então feriste-me com o veneno e a fúria das palavras
que disseste quando partiste…
E levaste contigo o amor e os sonhos que ainda tinha.
E deixaste-me vazio de tudo…

Um eco de passos apressados percorre as ruas cinzentas

Uma luz perde-se nas sombras

O rio parece ter parado de correr – como o tempo
Como esta cidade…

A madrugada surge lenta, vencendo as trevas da noite
Anunciando o novo dia

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fala do demónio da noite

Quando a luz da madrugada fere a noite que acaba
e a última estrela se apaga no céu da cidade
é hora de regressar ao meu abrigo e dormir -
sonhar os meus sonhos de morte e dor e sangue...
Amanhã será outro dia - outra caçada
procurando uma vitima nos corpos
que se dão à noite e ao desejo
Roubando-lhes o calor e a luz que arde neles
Roubando o tempo que lhes resta - os sonhos
e a esperança e o futuro...

Como faço desde sempre...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ruinas




Acabou o tempo dos sonhos e das promessas.
Começa a lenta descida para o Inferno – das palavras
dos gestos e silêncios que ferem como punhais.
E das noites sem fim…

Há uma fronteira que não devíamos poder ultrapassar
Uma barreira que devíamos erguer para nos poupar
a tanta dor e sofrimento…

Há sombras que me envolvem no silêncio desta casa
ecos nas salas desertas, memórias em cada espaço.
Um espelho que reflecte imagens de um outro tempo -
melhor, mais feliz … e uma música que envolve tudo,
uma luz difusa – ténue, que parece querer abraçar a casa
e apagar a dor que me acompanha…

se fosse possível – se houvesse como voltar atrás
e apagar as palavras que trocamos
as lágrimas que fizemos correr…
E recomeçar de novo – à sombra desta casa
parada no tempo…




Para ...

«Só o amor constrói», era uma das tuas frases preferidas. Outra era: «já ninguém morre por amor» ou «já não há românticos».
Dizias que o amor, «o amor verdadeiro raramente aparece, poucos são aqueles que tem a sorte de o encontrar uma vez na vida», e tu procuraste o teu. Vezes sem conta, em braços e corpos tão diferentes, e nunca paraste para olhar para mim, que estava ao teu lado, todos os dias, sempre que precisaste.

Uma vez, há já algum tempo, um amigo comum tinha acabado uma longa relação e dizia odiar a antiga companheira e tu disseste-me uma coisa de que eu nunca me esqueci.
«As pessoas confundem tudo. O ódio não é o contrário do amor, é apenas outra forma de amor. Diferente, dolorosa, distorcida e venenosa mas uma forma de amor. Se odeias é porque ainda tens sentimentos em relação a essa pessoa. Por norma quem odeia, na verdade o que sente é um amor não correspondido ou que por um qualquer motivo se recusa aceitar estar a sentir.
O contrário do amor é, e eu sei por experiencia própria, a indiferença. Sentir algo por alguém que nos ignora… que não sabe nem quer saber da nossa existência…
Acredita em mim, isso é o contrário do amor»

Agora falas de como não encontraste o verdadeiro amor, de como jogaste e perdeste. Agora que os dias estão a acabar. Que o corpo cansado se recusa a avançar. Há mais do que tristeza na tua voz. Mais do que uma fúria incontida. E eu não consigo identificar isso…

Ganhei coragem para te perguntar porquê? Porque é que nestes anos todos nunca me deste uma hipótese? E tu sorriste. Sorriste simplesmente e disseste: «eras o meu melhor amigo. Ainda és. Não te quis perder. Se houve uma coisa que aprendi às minhas custas foi que todas as relações têm um prazo de validade e quando acabam não fica nada, só ruínas… por isso quando amas não te podes entregar por inteiro, nunca. Ou depois é impossível reergueres-te…e tu sempre foste importante para mim, o companheiro, o amigo, e eu não te queria perder e não me podia entregar por inteiro, nem a ti nem a ninguém. Por medo, pelo que fosse…

Amanhã ou depois o tempo vai acabar para ti. Todos o sabemos… tu melhor que ninguém.
E quando tiver acabado vou ficar aqui, sem ti. Destruído por um amor que nunca quiseste aceitar. E já consigo sentir o meu mundo a desabar, a ruir…

«Só o amor constrói», era a tua frase preferida.
Só o amor constrói, e destruíste-te em busca desse amor que nunca alcançaste. E destruíste quem te amou nesse percurso…

Só o amor constrói? Talvez sim mas, por vezes, destrói mais do que se pode suspeitar…

terça-feira, 15 de setembro de 2009

-

Segredos por desvendar - a fria luz da lua
um som de passos nas ruas desertas
e o vento que varre a cidade - lá fora...

Aqui é diferente - no silêncio deste quarto
onde dormes esquecida do mundo
embalada em sonhos por uma música distante...

Escrevo no teu corpo um poema perfeito -
- um poema de amor - escrito a letras de fogo
o mesmo fogo que me devora por dentro
e me mantém acordado
Perco-me na contemplação do teu rosto -
suave, adormecido - perfeito
um sorriso desenhado nos lábios
o cabelo em desalinho sobre a almofada...

E a madrugada que se anuncia já - lá fora
e o adeus que se aproxima...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Entre nós ergue-se agora uma cidade
e um muro de silêncios - das palavras que calamos
de venenos e de mágoa - uma história inacabada
Uma janela fechada sobre a cidade adormecida
e as suas luzes que ferem a noite como um punhal
Se fosse possível - se ficasses parada onde estás
talvez ainda te alcançasse...
Um riso ecoa na noite - mistura-se com a música,
com as luzes e os passos que ecoam nas ruas
Entre nós já nada resta
uma dor profunda que nos consome - lentamente
Se fosses capaz - se me estendesses a mão
talvez ainda te alcançasse
e escrevia então o meu poema - perfeito
nas suaves linhas do teu corpo
escrevia o teu riso - o brilho do teu olhar
o som da tua voz quando cantavas...
Se fosse possível - se ainda cantasses
talvez ainda te alcançasse

Mesmo para lá do túmulo frio em que repousas

sábado, 4 de julho de 2009

sem titulo

Cidade de pó… ruínas… sonhos defeitos…
Um lugar maldito… cidade de pesadelos e de escravos
De corrupção e pecado
Cidade de mortos que caminham pelas ruas
Esquecidos num tempo que passou
Numa cidade estranha
Sem lugar para deus ou anjos
Ruas desertas… silencio… trevas…
Que deus ou anjo estranho
Sonhou este lugar?

VERMELHO

Um rastro de fogo e sangue
Como uma estrada ou um rio
Uma névoa que desce com o entardecer
E envolve o mundo em redor
E o silêncio…

Uma luz que rasga as trevas
Uma estrela caindo em chamas
Ou outro anjo caído em desgraça

Tudo em redor, o mundo que te rodeia
Não é mais que uma construção de palavras
Frases ditas ao acaso no espaço
Uns dizem-nas divinas ou sagradas
Outros chamam-nas acaso ou sonho de loucos.
Mas há medo nas palavras do mundo
Sonhos e promessas e fracassos e morte

E um rastro que se perde no tempo
Vermelho – sangue e fogo
E a certeza do fim que se aproxima…

AMOR

Uma luz breve e difusa
Uma voz que chama de longe
Um cântico celestial

Um sonho acordado
Ou uma doce ilusão

Uma promessa de paz
Felicidade eterna
Um mundo novo a descobrir

quarta-feira, 13 de maio de 2009

um gesto leve



um gesto leve – quebrado – quase um aceno
o olhar perdido no vazio das horas que passaram
um sorriso breve – quase parado
um suspiro profundo e uma lágrima
o teu corpo – como um anjo caído
deitada no meu leito – esquecida das horas
entregue apenas ao encanto do momento
os lençóis sujos – suados
a luz da madrugada quase imperceptível
o luar que se apaga na janela aberta
uma palavra murmurada
uma última estrela brilhando no horizonte
um ruído na rua – um carro distante
levantas-te
partes




quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dispersos e incompletos

(I)

Não voltes atrás
porque sabes que já não há regresso possível.
Acabou o tempo dos sonhos.
As ilusões esfumaram-se no ar
como os cigarros que pareces devorar...

É de noite que a dor se torna mais terrível.
Que o medo, os pesadelos e a solidão te assaltam.
Não desesperes - a madrugada há-de chegar
e a sua luz clara afastará os medos...

Até à próxima noite...

(II)

Uma luz difusa atravessa a janela.
Uma luz que ilumina o quarto -
a mesa onde se amontoam livros e papeis -
e a cama onde dormes.
O teu cabelo brilha com a luz de mil chamas
ou como um sol uma estrela um incêndio...

(III)

Sentes na alma o peso da solidão
a sombra que te apaga o sorriso
a febre que não te deixa dormir...
Em tempos foste fonte de riso e de alegria
um rosto amigo, um recanto
um porto de abrigo contra a crueldade do mundo
que pensávamos nunca te iria tocar.
Mas tocou...
Tocou-te e marcou-te
deixou-te na alma um vazio impossível de preencher
apagou os risos e a alegria
a luz no teu olhar...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio - Lord Byron

George Gordon Byron, 6º Barão Byron (22/02/1788 - 19/04/1824) mais conhecido como Lorde Byron, foi um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do Romantismo.



Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio

Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;
Que renuncie a terra aos ossos meus
Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais repugnantes do que os teus.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar os outros brilhe agora e;
Substituto haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes partido, uma outra gente
Possa te redimir da terra que te abraça,
E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as frontes geram tal tristeza
Através da existência - curto dia -
Redimidas dos vermes e da argila
Ao menos possam ter alguma serventia.


quarta-feira, 25 de março de 2009

(sem titulo)

Talvez seja a saudade o que ainda me prende aqui
Apesar da dor – apesar do peso dos silêncios
Nem a noite já me traz conforto
- nem um sono sem sonhos me embala
As ruas enchem-se de sons e de luzes, de vícios e medos
Houve um tempo em que encontrava abrigo nestas ruas
- em que a noite me abraçava
Até os anjos que caminhavam na noite partiram
As estrelas e a lua apagaram-se no céu
E uma neblina fria cobre a cidade
Talvez seja a saudade o que me prende aqui
Agora que tudo o mais desapareceu
Ou talvez a esperança de ver regressar na noite
Todos aqueles que já partiram
Voam rostos quase esquecidos ao alcance da mão
Nomes e corpos confundem-se nos labirintos das ruas
- na memória de outros dias
Um dia também eu partirei
Cruzarei esse mar em busca de outro porto
- em busca daqueles que partiram e não voltam
Um dia
Mas não hoje

de volta aos poemas

De volta aos meus poemas.
Afinal até foi para isso que comecei este blogue.




Deito um olhar à paisagem desolada
e tento lembrar como era antes –
antes de tudo mudar – antes de me perder
Tento lembrar o rio de águas puras que corria aqui
- cantando, brilhante e veloz - livre
por entre as árvores que secaram e morreram
O mar, que unia as margens desta praia
com as dessa ilha distante
onde os amantes se escondiam
Ruíram as catedrais que se erguiam na noite
Calaram-se os carrilhões de mil sinos
que celebravam o amor
Os portos de onde zarpavam navios carregados de sonhos
estão agora abandonados –
entregues ao tempo e ao pó
O próprio mar secou

E os amantes partiram…

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sempre ouvi dizer: "De pequenino se torce o pepino"

Ou neste caso se seca a garrafa...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

sangue no asfalto

Atravesso a azul noite da solidão
Envolto em ténues irradiações de pura emoção
Corpos desprendem gemidos mutilados
Em excêntricas posições espalhados
Pedaços de chapa
Vidros escacados
E um mundo de sensações
Medo, horror
Fundem-se num sensual cheiro a morte e dor
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Percorro ansioso os destroços no alcatrão
Abrasado em palpitações de pura paixão
Segurando um crâneo já estilhaçado,
No escuro de dois chorões agachado,
Nutre-se de miolos o deus desnudado
Solto algumas imprecações contra o ladrão
E procuro outra azul noite - solidão
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto
Atravesso a azul noite da solidão
Envolto em ténues irradiações de pura emoção
Corpos desprendem gemidos mutilados
Em excêntricas posições espalhados
Pedaços de chapa
Vidros escacados
E um mundo de sensações
Medo, horror
Fundem-se num sensual cheiro a morte e dor
Sangue no asfalto
Sangue no asfalto

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Velho e o Punk

Esta já é velhinha. Mas tem a sua piada.

O Velho e o Punk



Num autocarro, um velho senta-se num banco bem em frente a um Punk de cabelos compridos,
com madeixas verdes, azuis, rosa , amarelas e vermelhas.
O velho fica a olhar para o Punk e o Punk a olhar para o velho.
O Punk vai ficando nervoso, até àao momento em que não aguenta mais e pergunta ao velho:
- O que foi avôzinho? Nunca fez nada diferente quando era jovem?
O velho responde:
- Sim, eu fiz ! Quando era muito jovem, fiz sexo com uma arara.
E agora estou aqui a pensar: 'Será que este cabrão é meu filho? '

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

PENSAMENO DO DIA

«Que adianta a beleza interior, se a pila não tem olhos ?»


Esta é PROFUNDA!!!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pergunto eu:
"Será que eles queriam mesmo dizer isto? Deve ser gralha, ou então o Sr. Eng. era um bom F**** da P***" o que explicava alguma coisa nesta nota.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A mulher entra num restaurante e encontra o marido com outra:
- Pode me explicar o que é isto??
E ele responde:
- Só pode ser azar!!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pesquisa científica

   Um estudo recente conduzido pela Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra mostrou que cada português caminha em média 1.440 km ao ano.
Outro estudo feito por uma Associação Médica mostrou que cada
português consome, em média, 86 litros de cerveja ao ano.
A conclusão é animadora: o português faz 16,75 km por litro.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

SÉRGIO GODINHO

E um pouco de música portuguesa?

O GRANDE SÉRGIO GODINHO.


Balada da Rita



Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

Galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda)
palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
e a solidão, não erro
se ao chamá-la, o seu nome
me vai que nem uma luva

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada

E um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão

Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
mas é sempre a mesma história
depois do primeiro assombro
logo o corpo fica farto

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu para nada


Espalhem a noticia




Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre
espalhem a notícia do que é quente
e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse

Divulguem o encanto
do ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco
tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
o ventre de que falo como um rio
transbordou
e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou

Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol como é costume foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança

Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós


Lisboa que amanhece



Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo ...

Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo ..


Ouro Preto



Ouro Preto foi na nuvem transportada
agora não chovia ainda em Minas
mas já a grande mão ali pousava
a mão que moldaria nas colinas
Ouro Preto

Eu vi no ar brilhante a trajectória
das chuvas que trouxeram quantidade
de gestos, arquitectos da memória
aos poucos pondo o rosto na cidade
de Ouro Preto, Ouro Preto

O líquido suspira pela terra
formando gota a gota o casario
as formas que a paisagem não encerra
são corpos que na tarde acaricío
em Ouro Preto, Ouro Preto

Sentado na soleira desmaiado
uni-me com a estátua que me beija
a mão que me talhou, do Aleijado
sentou-me encandescente em sua igreja

Raiz que reconheço também minha
ou âncora por vezes já sem ná
eu chego aqui como antes já não vinha
em Ouro Preto eu não me sinto só
Ouro Preto, Ouro Preto

E para acabar (por agora) uma das minhas preferidas:

A Noite Passada



A noite passada acordei com o teu beijo
descias o douro e eu fui esperar-te ao tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti: "então porque não voas?"
e então tu olhas-te
depois sorriste
abristes a janela e voaste

a noite passada fui passear no mar
a viola irmãcuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo, dormias lá no fundo
faltou-me o pé, senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

a noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti, disse baixinho "olá"
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então tu olhas-te
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

100 postagem

É incrível que alguém sem nada para dizer consiga dizê-lo tantas vezes.


É verdade com esta são 100 postagens. 100...
E nem todas com a qualidade devida

video


Mais algumas placas







Confesso a minha ignorancia:
Não conhecia nenhuma destas placas.

Mas será possivel?

Haverá gente neste mundo que odeie assim tanto os próprios filhos?
Ou será que tem um sentido de humor um tanto ou quanto estranho?










Ou será algum tipo de profecia?????

expliquem-me, please!!!!!!!!!!!!!!!!!

Alguém me explica o que é que isto quer dizer??????



ou isto?

Para os meus amigos benfiquistas


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A arte da camuflagem


sondagens

Sondagens valem o que valem. Ou seja nada.
Pelo menos é o que dizem os nossos políticos...

Eis o resultado de algumas sondagens que eu encomendei.
Os resultados tem uma margem de erro de 99%.




terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dave Matthews - Some Devil

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Mark Twain e Woody Allen


Deixar de fumar é a coisa mais fácil do mundo. Sei muito bem do que se trata, já o fiz cinquenta vezes.




Devo ter uma enorme quantidade de inteligência; às vezes até levo uma semana para a colocar em movimento.




Geralmente levo mais de três semanas a preparar um discurso de improviso



Não gosto de trabalho, nem quando é outro a fazê-lo


Poucas pessoas toleram a riqueza. Dos outros, quero eu dizer



Eu não quero alcançar a imortalidade através da minha obra. Eu quero tornar-me imortal não morrendo



O mundo divide-se em pessoas boas e pessoas más. As pessoas boas têm um sono tranquilo. As pessoas más divertem-se muito mais


A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife

Eu e a minha mulher ficamos na dúvida entre tirar férias ou nos divorciarmos. Optamos pela segunda hipótese. Duas semanas no Caribe podem ser divertidas, mas um divórcio dura para sempre

E para terminar a minha preferida da autoria de Woody Allen:

Eu detestaria concluir que, sem Deus, a vida não teria sentido e, depois de dar um tiro nos miolos, ler no jornal no dia seguinte que Ele foi encontrado