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Feelings (ou algo do género)

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

canção de embalar

Dorme pequena estrela
Princesa do meu reino de encantar
Que a noite seja bela
E com sonhos de espantar.

Uma princesa num castelo a cantar
Uma sereia no mar a dançar
Ou uma menina no bosque a brincar

Aquilo que sonhares serás se o quiseres…

Um reino de sonhos e fantasia
Com fadas e magia
E flores de mil cores
Que se abre para ti. Só para ti.

Por isso agora dorme e sonha
Deixa-te levar nas asas da fantasia.

Dorme pequena estrela
Princesa do meu reino de encantar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010



Negra ausência
Um sabor amargo
O medo e a solidão

Por onde andas?

Onde o teu olhar
E o teu perfume de frutos?



acendes outro cigarro




Acendes outro cigarro
Há dias em que pareces devora-los
Sopras anéis de fumo
Falas, sonhas, ris
E esqueces a cidade que te condena

Esquecimento
Dor

É tudo o que resta agora



Um livro no chão
Papeis um cinzeiro a transbordar
Cinzas pelo ar e sobre os moveis

Um rosto voltado às trevas

Um sorriso
Ou o mais parecido que consegues

As mãos nos bolsos de um velho casaco
Sentes-te abandonada

Por todos
Uma vez mais…

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

sem titúlo e incompleto


Se existisse esse lugar ideal
onde todos os sonhos existem ainda
onde o tempo não corre
Se existisse ainda esse lugar de magias
abria nele o meu tesouro
guardava o amor e as paixões de uma vida

Palavras escritas com letras de sangue
Uma chuva de luz e ouro
Certezas que se esfumam no ar da manhã

Olhas-me, como se fosse a primeira vez
- ou a última – não sei bem
Correm lágrimas no teu rosto –
e no meu também
Amanhece…
E é hora do adeus…

Palavras escritas com lágrimas
Uma chuva fria

Uma casa desenhada na bruma
E que se esboroa na luz da manhã…

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Paraíso




Uma porta que abre para um sonho
Onde se erguem espirais de som e luzes
E rostos que o tempo apagou

Um lugar onde o tempo deixou de correr
Onde todos se encontram
E as ausências são esquecidas

É nesse lugar que espero encontrar-te
À sombra dos dias que passaram
Sonhando os sonhos que o tempo não matou
Esperando por mim…

Paraíso...
Ou o que lhe queiram chamar

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Non Sense

Um sinal qualquer. Um raio de sol ou uma estrela cadente.
Um passo mais e estou à beira do fim de tudo
onde tudo começa e onde tudo acaba
e onde todos os sonhos e esperanças se reúnem…

Um suspiro percorre as ruas como vento
Anunciando a tempestade…

Caminho pelas ruas desta cidade estranha.
Vou ao acaso, sem destino e sem rumo
um gesto chama-me a atenção – uma palavra
ou um riso – uma canção.
Ou então um silêncio pesado – carregado de dor
de palavras que não são ditas de ameaças veladas
de violência – de indiferença…

Uma lágrima cai silenciosa pela tua face cansada.
Anunciando o fim.

Houve um tempo em que acreditei no poder do amor
e me entreguei ao teu abraço que me confortava…
Houve um tempo em que acreditei na força dos sonhos
e vivi à espera de os ver cumprirem-se
Houve um tempo em que acreditei na magia das palavras
então feriste-me com o veneno e a fúria das palavras
que disseste quando partiste…
E levaste contigo o amor e os sonhos que ainda tinha.
E deixaste-me vazio de tudo…

Um eco de passos apressados percorre as ruas cinzentas

Uma luz perde-se nas sombras

O rio parece ter parado de correr – como o tempo
Como esta cidade…

A madrugada surge lenta, vencendo as trevas da noite
Anunciando o novo dia

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fala do demónio da noite

Quando a luz da madrugada fere a noite que acaba
e a última estrela se apaga no céu da cidade
é hora de regressar ao meu abrigo e dormir -
sonhar os meus sonhos de morte e dor e sangue...
Amanhã será outro dia - outra caçada
procurando uma vitima nos corpos
que se dão à noite e ao desejo
Roubando-lhes o calor e a luz que arde neles
Roubando o tempo que lhes resta - os sonhos
e a esperança e o futuro...

Como faço desde sempre...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ruinas




Acabou o tempo dos sonhos e das promessas.
Começa a lenta descida para o Inferno – das palavras
dos gestos e silêncios que ferem como punhais.
E das noites sem fim…

Há uma fronteira que não devíamos poder ultrapassar
Uma barreira que devíamos erguer para nos poupar
a tanta dor e sofrimento…

Há sombras que me envolvem no silêncio desta casa
ecos nas salas desertas, memórias em cada espaço.
Um espelho que reflecte imagens de um outro tempo -
melhor, mais feliz … e uma música que envolve tudo,
uma luz difusa – ténue, que parece querer abraçar a casa
e apagar a dor que me acompanha…

se fosse possível – se houvesse como voltar atrás
e apagar as palavras que trocamos
as lágrimas que fizemos correr…
E recomeçar de novo – à sombra desta casa
parada no tempo…




terça-feira, 15 de setembro de 2009

-

Segredos por desvendar - a fria luz da lua
um som de passos nas ruas desertas
e o vento que varre a cidade - lá fora...

Aqui é diferente - no silêncio deste quarto
onde dormes esquecida do mundo
embalada em sonhos por uma música distante...

Escrevo no teu corpo um poema perfeito -
- um poema de amor - escrito a letras de fogo
o mesmo fogo que me devora por dentro
e me mantém acordado
Perco-me na contemplação do teu rosto -
suave, adormecido - perfeito
um sorriso desenhado nos lábios
o cabelo em desalinho sobre a almofada...

E a madrugada que se anuncia já - lá fora
e o adeus que se aproxima...

sábado, 4 de julho de 2009

sem titulo

Cidade de pó… ruínas… sonhos defeitos…
Um lugar maldito… cidade de pesadelos e de escravos
De corrupção e pecado
Cidade de mortos que caminham pelas ruas
Esquecidos num tempo que passou
Numa cidade estranha
Sem lugar para deus ou anjos
Ruas desertas… silencio… trevas…
Que deus ou anjo estranho
Sonhou este lugar?

VERMELHO

Um rastro de fogo e sangue
Como uma estrada ou um rio
Uma névoa que desce com o entardecer
E envolve o mundo em redor
E o silêncio…

Uma luz que rasga as trevas
Uma estrela caindo em chamas
Ou outro anjo caído em desgraça

Tudo em redor, o mundo que te rodeia
Não é mais que uma construção de palavras
Frases ditas ao acaso no espaço
Uns dizem-nas divinas ou sagradas
Outros chamam-nas acaso ou sonho de loucos.
Mas há medo nas palavras do mundo
Sonhos e promessas e fracassos e morte

E um rastro que se perde no tempo
Vermelho – sangue e fogo
E a certeza do fim que se aproxima…

AMOR

Uma luz breve e difusa
Uma voz que chama de longe
Um cântico celestial

Um sonho acordado
Ou uma doce ilusão

Uma promessa de paz
Felicidade eterna
Um mundo novo a descobrir

quarta-feira, 13 de maio de 2009

um gesto leve



um gesto leve – quebrado – quase um aceno
o olhar perdido no vazio das horas que passaram
um sorriso breve – quase parado
um suspiro profundo e uma lágrima
o teu corpo – como um anjo caído
deitada no meu leito – esquecida das horas
entregue apenas ao encanto do momento
os lençóis sujos – suados
a luz da madrugada quase imperceptível
o luar que se apaga na janela aberta
uma palavra murmurada
uma última estrela brilhando no horizonte
um ruído na rua – um carro distante
levantas-te
partes




quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dispersos e incompletos

(I)

Não voltes atrás
porque sabes que já não há regresso possível.
Acabou o tempo dos sonhos.
As ilusões esfumaram-se no ar
como os cigarros que pareces devorar...

É de noite que a dor se torna mais terrível.
Que o medo, os pesadelos e a solidão te assaltam.
Não desesperes - a madrugada há-de chegar
e a sua luz clara afastará os medos...

Até à próxima noite...

(II)

Uma luz difusa atravessa a janela.
Uma luz que ilumina o quarto -
a mesa onde se amontoam livros e papeis -
e a cama onde dormes.
O teu cabelo brilha com a luz de mil chamas
ou como um sol uma estrela um incêndio...

(III)

Sentes na alma o peso da solidão
a sombra que te apaga o sorriso
a febre que não te deixa dormir...
Em tempos foste fonte de riso e de alegria
um rosto amigo, um recanto
um porto de abrigo contra a crueldade do mundo
que pensávamos nunca te iria tocar.
Mas tocou...
Tocou-te e marcou-te
deixou-te na alma um vazio impossível de preencher
apagou os risos e a alegria
a luz no teu olhar...

quarta-feira, 25 de março de 2009

(sem titulo)

Talvez seja a saudade o que ainda me prende aqui
Apesar da dor – apesar do peso dos silêncios
Nem a noite já me traz conforto
- nem um sono sem sonhos me embala
As ruas enchem-se de sons e de luzes, de vícios e medos
Houve um tempo em que encontrava abrigo nestas ruas
- em que a noite me abraçava
Até os anjos que caminhavam na noite partiram
As estrelas e a lua apagaram-se no céu
E uma neblina fria cobre a cidade
Talvez seja a saudade o que me prende aqui
Agora que tudo o mais desapareceu
Ou talvez a esperança de ver regressar na noite
Todos aqueles que já partiram
Voam rostos quase esquecidos ao alcance da mão
Nomes e corpos confundem-se nos labirintos das ruas
- na memória de outros dias
Um dia também eu partirei
Cruzarei esse mar em busca de outro porto
- em busca daqueles que partiram e não voltam
Um dia
Mas não hoje

de volta aos poemas

De volta aos meus poemas.
Afinal até foi para isso que comecei este blogue.




Deito um olhar à paisagem desolada
e tento lembrar como era antes –
antes de tudo mudar – antes de me perder
Tento lembrar o rio de águas puras que corria aqui
- cantando, brilhante e veloz - livre
por entre as árvores que secaram e morreram
O mar, que unia as margens desta praia
com as dessa ilha distante
onde os amantes se escondiam
Ruíram as catedrais que se erguiam na noite
Calaram-se os carrilhões de mil sinos
que celebravam o amor
Os portos de onde zarpavam navios carregados de sonhos
estão agora abandonados –
entregues ao tempo e ao pó
O próprio mar secou

E os amantes partiram…

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Espero por ti.
Onde as criaturas de sonho e pesadelo
povoam as noites.

Espero por ti.
Mesmo sabendo que não virás.
Sabendo que te perdeste nas ruas
desta cidade que nos cerca - que nos prende.

Houve um tempo em que acreditei em sonhos
e no poder das estrelas e das palavras...
Isso foi há muito tempo...
Antes de ti - antes do teu corpo -
antes das promessas que nunca cumpriste
e dos sonhos que deixaste morrer
ou que vendeste ou trocaste por outros sonhos.

Espero por ti.
No silêncio e no frio da noite
no meio dos sonhos que não deixo morrer...




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

REQUIEM POR UM AMIGO PERDIDO

A morte vestiu o seu manto de veludo
e saiu à rua em busca de novas vítimas
A morte viu em ti talvez o mesmo que nós
escolheu-te e levou-te - para sempre
para junto desse Deus em que acreditavas
ou para o nada - o vazio - o esquecimento.



Para trás ficou uma vida apenas começada
os amigos o amor e todo um futuro de sonhos
que nunca vais poder cumprir - uma rosa negra -
um túmulo - e o silêncio de um mundo
onde tu já não estás....








Desculpem mas ainda custa um bocado!!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

DEDICATÓRIA (2)




Que a estrada te seja longa...
Que a cada esquina de luz descubras um novo sonho
um sentido para aquilo que procuras.

Que o mundo seja o teu palco...
E que a cada noite estrelada brilhes com o fulgor
de um sol ou de um fogo.

Que esse espelho onde te contemplas
seja a porta para o mundo onde todos os sonhos
são ainda possíveis.
Não pares de sonhar...
Não deixes de desejar de procurar
aquilo que apenas os sonhos te podem dar.
Avança. Cada dia um passo mais
em direcção ao futuro em direcção
ao sonho - aos sonhos que apenas tu podes cumprir.
Não deixes de sonhar.
Inventa, se for preciso, um sonho novo a cada dia
pois só o sonho - a força de sonhar -
te faz seguir em frente.

mesmo que o espelho se quebre,
mesmo que o mundo se desfaça,
não deixes de lutar ou de sonhar.

E assim talvez a estrada se faça leve
e consigas ser aquilo que sonhaste...

porque nada no mundo vence a força de um sonho