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Feelings (ou algo do género)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

ABRE OS OLHOS

Abre os olhos, acorda, ninguém é o que parece.
O mundo vive uma grande mentira,
nunca ninguém mostra a verdadeira face.
A mão que dá é a mesma que tira,
aquele que salva é o mesmo que mata,
rouba e bate. Pára um pouco e escuta:
este é o mundo que temos. Não é perfeito
não é um paraíso mas tem que ser teu.
Para isso faz o que tem de ser feito
para conquistares o teu canto no céu.
Ou viverás para sempre na lama deste mundo
injusto, cruel, frio e imundo...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Quebra-se o véu da mentira e do desengano
chega a dor da verdade crua.
Sentes crescer no sangue a febre
dos amantes condenados.
Escondes-te do mundo no silêncio
de um quarto vazio e solitário.
Nada mais é importante - nada conta
só o tempo que sobra
a febre que te assalta o sangue
e um relógio que pára numa hora qualquer...

Tudo o que me rodeia é breve e frágil.
Há tanto para ver e descobrir
e o tempo que tenho é curto.
Por isso não quero voltar agora
não quero perder um segundo sequer.
Se parar e fechar os olhos tudo passa por mim,
e perco tudo...
Não quero explicações ou lições de vida
não quero certezas ou verdades absolutas.
Quero aprender com os meus erros,
por minha conta e risco.
Antes que o tempo se esgote
e o manto cubra tudo
e a alma adormeça...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ele disse:
Sou como uma frase,
um conjunto de palavras
unidas,
cosidas entre si com um sentido que só eu sei.
Cada palavra da frase que sou
é uma mascara que uso
e que posso arrancar quando quiser
e mostrar que no fundo sou igual aos outros.


Sangue e carne.

Um coração bombeando sangue
para um corpo cansado - vazio
Um corpo que se perde
na confusão dos sentidos
e se entrega às emoções e às sensações.

Igual a tantos.
Igual a todos...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aqui há dias na conversa com um grupo de amigos falávamos dos programas infantis que víamos quando éramos pequenos (aqueles que já passaram dos trinta hão-de se recordar): Heidi; Marco; Conan o rapaz do futuro; Calimero,etc, etc, etc...
Enfim nada como as séries cheias de violência e sangue e poucas vergonhas que os miúdos vêem hoje.

Nada?
Não é bem assim. Um dos meus amigos resolveu mandar-me esta imagem para mostrar que a pouca vergonha vem de longe:











Já agora faço uma pergunta, foi uma dúvida com que nos deparamos a meio da conversa:

Alguém faz a mínima ideia do que é feito do VASCO GRANJA????? Esse grande senhor da televisão que nos oferecia milhares de desenhos animados checos quando nós queríamos o Bugs Bunny e outros que tais. Alguém o viu nos últimos anos???

Tragam-no de volta para educar esta nova geração como (tentou) educar a minha



A ausência dispersada ao vento dos dias.
A saudade daqueles que amámos e ficaram perdidos
nos dias e nas horas de um tempo passado.

Sonhos, que depois das despedidas
nos atormentam as noites vazias.

Depois, quando a dor for tudo o que tivermos,
e guardarmos os retratos e as memórias
num qualquer recanto para os esquecer -
mas não esquecemos jamais os medos e os nomes -
nem apagamos da memória aqueles que amámos e partiram.

Mais além, dos lados da cidade
sopra um vento no meio da noite
que acorda em mim uma sede de desejos por cumprir
mais a dor dos corpos que se ausentaram.

É isso que tens de perceber -
aprendemos com o tempo a serenidade da morte
mas não a superamos jamais.
Nem superamos as dores daqueles que nos deixam
e não esquecemos nunca aqueles que amámos
e não conseguimos vencer as lágrimas
até ao último dia

A madrugada alimenta a chaga que fere a alma
e nada mais parece fazer qualquer sentido.
Longe um do outro o que podemos fazer é lembrar o que passou.

Deitado neste leito branco
vejo o meu espírito levantar-se uma vez mais
e afastar-se de mim.
Vai pelas sombras da noite
em busca da cidade em que te escondes.

Deitado na inquietude dos dias
Viajo pelo deserto das palavras,
dos livros que se amontoam e se cobrem de pó
e dos cadernos em que escrevo palavras vãs,
onde despejo raivas e medos e pesadelos
e a angustia da tua ausência.

Esquecido do valor das coisas.
No silencioso momento do prazer efémero
enquanto os nossos corpos se esvaziam
numa doce traição à memória do amor.

Silenciosos gritos travados nas gargantas.
Garras rasgando o peito em feridas invisíveis.
Uma doce batalha da qual saímos os dois vencidos...
Eu no que sonhei para mim e no que me tornei
tu pelo que foste e já não és...