Segredos por desvendar - a fria luz da lua
um som de passos nas ruas desertas
e o vento que varre a cidade - lá fora...
Aqui é diferente - no silêncio deste quarto
onde dormes esquecida do mundo
embalada em sonhos por uma música distante...
Escrevo no teu corpo um poema perfeito -
- um poema de amor - escrito a letras de fogo
o mesmo fogo que me devora por dentro
e me mantém acordado
Perco-me na contemplação do teu rosto -
suave, adormecido - perfeito
um sorriso desenhado nos lábios
o cabelo em desalinho sobre a almofada...
E a madrugada que se anuncia já - lá fora
e o adeus que se aproxima...
Feelings (ou algo do género)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Entre nós ergue-se agora uma cidade
e um muro de silêncios - das palavras que calamos
de venenos e de mágoa - uma história inacabada
Uma janela fechada sobre a cidade adormecida
e as suas luzes que ferem a noite como um punhal
Se fosse possível - se ficasses parada onde estás
talvez ainda te alcançasse...
Um riso ecoa na noite - mistura-se com a música,
com as luzes e os passos que ecoam nas ruas
Entre nós já nada resta
uma dor profunda que nos consome - lentamente
Se fosses capaz - se me estendesses a mão
talvez ainda te alcançasse
e escrevia então o meu poema - perfeito
nas suaves linhas do teu corpo
escrevia o teu riso - o brilho do teu olhar
o som da tua voz quando cantavas...
Se fosse possível - se ainda cantasses
talvez ainda te alcançasse
Mesmo para lá do túmulo frio em que repousas
Publicada por Mr. Nonsense à(s) 09:16 0 comentários
sábado, 4 de julho de 2009
sem titulo
Cidade de pó… ruínas… sonhos defeitos…
Um lugar maldito… cidade de pesadelos e de escravos
De corrupção e pecado
Cidade de mortos que caminham pelas ruas
Esquecidos num tempo que passou
Numa cidade estranha
Sem lugar para deus ou anjos
Ruas desertas… silencio… trevas…
Que deus ou anjo estranho
Sonhou este lugar?
Publicada por Mr. Nonsense à(s) 00:46 2 comentários
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VERMELHO
Um rastro de fogo e sangue
Como uma estrada ou um rio
Uma névoa que desce com o entardecer
E envolve o mundo em redor
E o silêncio…
Uma luz que rasga as trevas
Uma estrela caindo em chamas
Ou outro anjo caído em desgraça
Tudo em redor, o mundo que te rodeia
Não é mais que uma construção de palavras
Frases ditas ao acaso no espaço
Uns dizem-nas divinas ou sagradas
Outros chamam-nas acaso ou sonho de loucos.
Mas há medo nas palavras do mundo
Sonhos e promessas e fracassos e morte
E um rastro que se perde no tempo
Vermelho – sangue e fogo
E a certeza do fim que se aproxima…
Publicada por Mr. Nonsense à(s) 00:44 0 comentários
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AMOR
Uma luz breve e difusa
Uma voz que chama de longe
Um cântico celestial
Um sonho acordado
Ou uma doce ilusão
Uma promessa de paz
Felicidade eterna
Um mundo novo a descobrir
Publicada por Mr. Nonsense à(s) 00:43 0 comentários
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
um gesto leve

o olhar perdido no vazio das horas que passaram
um sorriso breve – quase parado
um suspiro profundo e uma lágrima
o teu corpo – como um anjo caído
deitada no meu leito – esquecida das horas
entregue apenas ao encanto do momento
os lençóis sujos – suados
a luz da madrugada quase imperceptível
o luar que se apaga na janela aberta
uma palavra murmurada
uma última estrela brilhando no horizonte
um ruído na rua – um carro distante
levantas-te
partes

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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Dispersos e incompletos
(I)
Não voltes atrás
porque sabes que já não há regresso possível.
Acabou o tempo dos sonhos.
As ilusões esfumaram-se no ar
como os cigarros que pareces devorar...
É de noite que a dor se torna mais terrível.
Que o medo, os pesadelos e a solidão te assaltam.
Não desesperes - a madrugada há-de chegar
e a sua luz clara afastará os medos...
Até à próxima noite...
(II)
Uma luz difusa atravessa a janela.
Uma luz que ilumina o quarto -
a mesa onde se amontoam livros e papeis -
e a cama onde dormes.
O teu cabelo brilha com a luz de mil chamas
ou como um sol uma estrela um incêndio...
(III)
Sentes na alma o peso da solidão
a sombra que te apaga o sorriso
a febre que não te deixa dormir...
Em tempos foste fonte de riso e de alegria
um rosto amigo, um recanto
um porto de abrigo contra a crueldade do mundo
que pensávamos nunca te iria tocar.
Mas tocou...
Tocou-te e marcou-te
deixou-te na alma um vazio impossível de preencher
apagou os risos e a alegria
a luz no teu olhar...
Publicada por Mr. Nonsense à(s) 04:09 0 comentários
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