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Feelings (ou algo do género)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Um raio de sol na manhã fria
Um sonho que se esfuma
A dor das horas que anunciam
A tua ausência

Em breve…



Negra ausência
Um sabor amargo
O medo e a solidão

Por onde andas?

Onde o teu olhar
E o teu perfume de frutos?



acendes outro cigarro




Acendes outro cigarro
Há dias em que pareces devora-los
Sopras anéis de fumo
Falas, sonhas, ris
E esqueces a cidade que te condena

Esquecimento
Dor

É tudo o que resta agora



Um livro no chão
Papeis um cinzeiro a transbordar
Cinzas pelo ar e sobre os moveis

Um rosto voltado às trevas

Um sorriso
Ou o mais parecido que consegues

As mãos nos bolsos de um velho casaco
Sentes-te abandonada

Por todos
Uma vez mais…

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Natal

Ao ritmo a que eu tenho posto coisas novas neste blogue o mais certo é não por nada até ao Natal, por isso aproveito a ocasião para desejar a todos um FELIZ NATAL!!!!


Sabem porque é que as árvores de Natal têm um anjinho em cima? É uma longa historia ... Na véspera de um destes Natais, o Pai Natal estava muito aflito porque ainda não tinha embrulhado as prendas todas, tinha uma rena coxa e outra constipada. Desesperado foi beber um copo, chega à adega e não havia nada. Voltou à cozinha para comer alguma coisa e os ratos tinham comido tudo. Para alegrar-lhe a vida, a mulher avisou-o que a sogra ia passar o Natal com eles. No meio do desespero, tocam-lhe à porta. Com a pressa de abrir a porta, tropeça e amassa a cara toda, começando a sangrar. Abre a porta neste lindo estado e aparece-lhe um anjinho dizendo com uma voz angelical: - Olá Pai Natal! Boas Festas! Venho visitar-te nesta quadra tão feliz, cheia de paz e amor. Trago-te aqui esta árvore de natal. Onde é que queres que a meta?

Debaixo de uma árvore de natal, toda iluminada, diz um cão ao outro:
- “Finalmente, puseram luz no wc !”


E um conselho para quem quer fazer dieta:
O que engorda não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que comemos entre o Ano Novo e o Natal...
Bom Natal divirtam-se e até breve.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Atrás de ti uma porta aberta para as horas que se esquecem
Um sonho que se transforma em pesadelo
O medo a ausência – este silêncio pesado…

Um rio parado no tempo
A saudade dos teus gestos do teu riso -
De ti… do que fomos e não seremos
O medo da solidão…

Uma barreira que se ergue
Silêncios quebrados por ecos de memórias
Passos ao acaso pelas ruas desta cidade…

Por onde andas agora?
Porque continuo preso a ti à tua imagem?
Àquilo que dizias e fazias?

Um barco vazio num cais deserto…
A vontade de partir ao teu encontro
O nada que me enche os dias
E nada mais…

sem titúlo e incompleto


Se existisse esse lugar ideal
onde todos os sonhos existem ainda
onde o tempo não corre
Se existisse ainda esse lugar de magias
abria nele o meu tesouro
guardava o amor e as paixões de uma vida

Palavras escritas com letras de sangue
Uma chuva de luz e ouro
Certezas que se esfumam no ar da manhã

Olhas-me, como se fosse a primeira vez
- ou a última – não sei bem
Correm lágrimas no teu rosto –
e no meu também
Amanhece…
E é hora do adeus…

Palavras escritas com lágrimas
Uma chuva fria

Uma casa desenhada na bruma
E que se esboroa na luz da manhã…